(Editorial inspirado e dedicado ao Major Marra, do canal Conhecimento Salva Vidas)

11 de fevereiro de 1990. Tóquio, Japão.

De um lado do ringue estava Mike Tyson. Trinta e sete lutas. Trinta e sete vitórias. Trinta e três nocautes. Campeão mundial dos pesos-pesados. Aos olhos do mundo, era invencível. Do outro lado estava James “Buster” Douglas. Quase ninguém acreditava nele. Mas Douglas carregava para aquele ringue algo que nenhuma estatística conseguia medir. Vinte e três dias antes da luta, sua mãe, Lula Pearl, havia morrido. Antes de falecer, ela havia dito que o filho derrotaria Mike Tyson.

Imaginem aquele homem entrando no ringue. Do outro lado, o lutador mais temido do planeta. Nas apostas, 42 contra 1. E sua mãe já não estava lá para assistir. Só restavam suas palavras.

A luta começou e Douglas fez o impossível parecer possível. No oitavo round, Tyson acertou um uppercut devastador. Douglas caiu. Ele caiu. Mas levantou. Voltou para a luta. E no décimo round aconteceu aquilo que o mundo julgava impossível: Buster Douglas derrubou Mike Tyson. Nocaute. Pela primeira vez, o homem considerado invencível estava derrotado.

E é aqui que o Brasil entra nesta história.

Quando o cidadão olha para determinadas estruturas de poder, muitas vezes sente exatamente aquilo que Douglas poderia ter sentido olhando para Tyson: "Não há como vencer o SISTEMA". Há poder político. Há poder econômico. Há poder persecutório. Há estruturas e nomes que parecem intocáveis. E existe hoje uma profunda insatisfação de grande parte da sociedade com a situação no STF, com a conduta de Davi Alcolumbre e Hugo Motta, e com as narrativas de Lula.

  • Corruptos devem ser julgados e presos.

  • Prevaricadores têm de ser punidos com o rigor da lei.

  • Políticos de faz de conta não devem ter seus mandatos renovados.

E o povo tem de mostrar que nenhuma autoridade é intocável, e muito menos invencível. Não sentado no sofá. Não reclamando apenas no WhatsApp. Não terceirizando para os outros a responsabilidade pelo país.

Buster Douglas encontrou forças nas palavras de sua mãe. O brasileiro precisa encontrar forças em outra imagem: nossos filhos? Nossos netos? No Brasil que entregaremos a eles. Nós mesmos, por que não?

Talvez todas as apostas pareçam estar contra nós. Os poderosos têm dinheiro, influência, cargos e estruturas que parecem impossíveis de serem derrotadas. Não importa. Existe algo que nenhuma estrutura democrática consegue superar para sempre: um povo consciente, pacífico, organizado e determinado.

Douglas entrou naquele ringue 42 contra 1. E venceu.

"Buster Douglas lutou pela memória de sua mãe. Nós devemos lutar democraticamente pelo futuro dos nossos filhos e netos. Caso você não saiba como participar desta empreitada, me permita dar uma sugestão: assine a Revista Oeste. Permita que continuemos sendo a sua voz e quem o informa com a verdade, sem temores e sem amarras. Porque nenhum poder é invencível diante de um povo que perdeu o medo, encontrou seu propósito e decidiu levantar-se, pacificamente, toda vez que tentaram colocá-lo no chão."